quarta-feira, 24 de abril de 2013

Balanço do Mês - Mar/13

Oi! Dessa vez o balanço vem em formato novo de novo. Acontece que a câmera totalmente me trolou (para não admitir que eu simplesmente não sei configurar nada) e eu parecia uma Simpson.



Achei que era melhor para a visão de todos nós se eu colocasse em preto e branco...




Livros lidos em março
* Cotoco - John Van de Ruit
* A cor da magia - Terry Pratchett
* A revolução dos bichos - George Orwell
* Flush - Virginia Woolf

Para ler em Abril
* (terminar) A  morte da luz - George R. R. Martin
* O Palácio de inverno - John Boyne
* Sonho de uma noite de verão - William Shakespeare
* O rei do inverno - Bernard Cornwell
* Jane Eyre - Charlotte Brontë
* Coisas Frágeis - Neil Gaiman
* Quem é você, Alasca? - John Green




segunda-feira, 15 de abril de 2013

Balanço do Mês - Fev/13

Eu tinha feito um vídeo para esse balanço, mas eu esqueci totalmente de dar upload e agora eu resolvi que eu vou escrever mesmo. Preciso treinar minha escrita, gente. Foi pra isso que eu criei o blog afinal de contas.


Em fevereiro eu só li 4 livros, 2 deles bem pequenos. E não deu tempo de ler os livros do desafio literário (Cotoco e a cor da magia). :(


  • Carta ao pai - Franz Kafka: Esse livro é realmente uma carta que Kafka escreveu ao seu pai, que ao que me consta nunca chegou a ler. E eu vou ser bem direta aqui e dizer: que troço chato. Eu odeio gente mimizenta e kafka nessa carta ganha um premio de Drama Queen do ano. Nenhum pai é perfeito e a admito que o pai de kafka era bem mais imperfeito que a maioria, mas precisa todo esse exagero? Kafka tem tanto medo do pai e o coloca em tal pedestal que é perfeitamente compreensível se o o Kafka "pai" demonstra um certo desprezo pelo filho. Perfeitamente plausível  para a sociedade da época, que sendo ele o único FILHO ele esperasse alguém tão forte como ele. Bem isso não aconteceu. Kafka "filho" tem uma sensibilidade extrema, e acredito que isso o ajudou como autor, mas totalmente estragou sua infância  ele via em cada gesto do pai uma ofensa. E ainda diz como ter um pai como aquele modificou sua vida. Sinceramente, se eu quiser ouvir esse tipo de blábláblá sem noção ligo para qualquer amiga minha, porque todos nós temos algo a reclamar dos nossos pais. 
  • A mão misteriosa - Agatha Christie: Agatha Christie fascina, encanta, enlouquece e surpreende qualquer leitor em seu primeiro livro. Acontece que eu já li 11 livros dela. E a premissa é sempre a mesma, descobrir o assassino, não existe muita variação na narrativa entre um livro e outro e basicamente aquilo: se já leu um, leu todos. Mas eu ganhei esse de presente, e como o ultimo livro que eu li dela, faz 6 meses resolvi dar uma chance. E de novo eu não consegui adivinhar o assassino. Eu achei uma determinada relação entre dois personagens muito forçada (não posso dizer mais do que isso por causa dos spoilers) digamos apenas que a relação estava sendo bem construida, dai parece que a autora estava com pressa para terminar o livro e de repente: BAM! Quem já leu deve saber do que eu estou falando. Mas fora esse detalhe não tenho mais nada de ruim a comentar. É um dos melhores livros da Agatha que eu já li. Recomendo. 
  • A sociedade do Anel - J. R. R. Tolkien: Preciso falar alguma coisa sobre essa obra de perfeição? Não. 
  • Coração de Tinta - Cornelia Funke: Eu estava esperando demais desse livro, e apesar dele ser muito bom, definitivamente não satisfez minhas expectativas  É uma trilogia e eu não acho que continuarei, porque o final deste não deixa nenhum cliffhanger muito forte. Então eu paro por aqui. :)

LIVROS PARA LER EM MARÇO:
  • Cotoco - John Van de Ruit
  • A cor da Magia - Terry Pratchett
  • Flush - Virginia Woolf
  • A Revolução dos bichos - George Orwell
  • A morte da luz - George R. R. Martin

Resenha: Sonho de uma noite de verão - William Shekespeare




Título: Sonho de uma noite de verão (A Midsummer Night's Dream)

Autor: William Shakespeare

Tradutora: Beatriz Viégas-Faria

Páginas: 120

Editora: L&PM Pocket

ISBN: 8225410918

Skoob | Goodreads 





É Shakespeare, então com certeza eu fui com muita sede ao pote e grandes expectativas, e isso sempre é fórmula para desastre e decepção. De novo, É Shakespeare, então muitas pessoas dirão que eu não tenho cacife para falar mal, mas eu vou. um pouco. Vivam com isso.

Sonho de uma noite de verão é uma peça de encontros e desencontros que seria super agradável e divertida de ler se o autor não tivesse incluído algumas coisas e algumas atitudes de seus personagens (nada carismáticos)de extremo mal gosto.

A peça tem alguns diálogos, dignos da fama de Shakespeare, lindamente poéticos, e esse ao meu ver foi um dos poucos pontos positivos.

A PARTIR DE AGORA HAVERÃO ALGUNS [SPOILERS] PARA EXEMPLIFICAR MEU PONTO DE VISTA.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Balanço do Mês - Jan/13

Olá! Eu assino aqui meu atestado de incompetência, pois eu consegui atrasar em 20 dias esse post. 


Dessa vez eu fiz com um formato diferente. Espero que gostem!




Livros lidos:

  • O Torreão - Jennifer Egan (+)
  • O Despertar do Vampiro - Nazarethe Fonseca (+)
  • Vampiros em Nova York: Os Primeiros Dias - Scott Westerfeld (+)
  • A Senhora da Magia - Marion Zimmer Bradley (+)
  • A Grande Rainha - Marion Zimmer Bradley (+)
  • O Gamo-Rei - Marion Zimmer Bradley (+)
  • O Prisioneiro da Árvore - Marion Zimmer Bradley (+)


Lerei em Fevereiro:
  • Carta ao Pai - Franz Kafka (+)
  • A Sociedade do Anel - J. R. R. Tolkien (+)
  • Coração de Tinta - Cornelia Funke (+)
  • A Morte da Luz - George R. R. Martin (+)
  • Cotoco - John Van De Ruit (+)
  • A Cor da Magia - Terry Pratchett (+)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Resenha: O Torreão - Jennifer Egan


Título: O Torreão (The Keep)

Autor: Jennifer Egan

Tradutor: Rubens Figueiredo

Páginas: 238

ISBN978-85-8057-190-5

Editora: Intríseca




Sinopse: Na Europa Oriental, um misterioso castelo resistiu a centenas de anos, apoiado no orgulho e na tradição de uma família. Até que Danny, um cínico nova-iorquino de trinta e seis anos que raramente vai a algum lugar que não tenha conexão wi-fi, chega para ajudar seu enigmático primo a reformar o castelo e transformá-lo em um hotel de luxo.
(Não colocarei aqui a continuação da sinopse pois trás algumas pequenas (e desnecessárias) revelações do enredo. :)


Vou levar como bom presságio o fato desse ter sido o primeiro livro que eu li no ano. Poderia resumir essa resenha nas seguintes palavras: Simplesmente fantástico. Leia. E o resto é apenas encheção de linguiça.


Como começar a falar sobre essa preciosidade? A forma que o livro é narrado é simplesmente GENIAL. Quem já leu (até o fim) vai saber do que eu estou falando. A história do livro não é apenas a história da sinopse. Nós conhecemos também o narrador. Isso mesmo, o livro é narrado na terceira pessoa, naquele estilo de narrador onisciente, a diferença nesse caso é que é mostrado também quem é o narrador. Essa meus queridos, foi uma jogada FANTÁSTICA. Mas só se entende completamente com o desenrolar das histórias (mega spoiler). O livro inteiro é cheio de tiradas sarcásticas e inteligentes, por isso eu não separei citações, parei quando percebi que estava grifando alguma coisa em quase todas as páginas. 



Quanto ao Danny... Eu acabei me apegando bastante ao Danny, talvez por ele ser tão real. Ele é um fracassado, a típica estrela de futebol do colégio que teve seus dias de gloria na adolescência e pronto, tudo de bom aconteceu ali. Mas também vimos como ele não gosta de ficar o tempo todo pensando naquela época, não é como se ele fosse um iludido total. Ele também personifica de forma bem legal toda essa dependência pela tecnologia. as partes em que ele reclama da sua falta de contato com o resto do mundo é em parte hilária, parte trágica, pois eu sei que na situação dele eu me sentiria tão perdida quanto - ao menos no inicio- e isso é triste.


Achei meio difícil de acreditar que ele tivesse 36 anos, porque as vezes ele age de forma bastante imatura. Outro fato interessante é que ele vai ajudar seu primo na construção do castelo, não por boa vontade, e sim por não ter escolha mesmo, pois se envolveu numa confusão em Nova York e precisava sair de lá. Por causa disso ele simplesmente agarrou essa oportunidade sem fazer muitas perguntas. E quando ele está lá. sozinho, num castelo num fim do mundo, ele começa a se perguntar: por que chamaram ele afinal? E as respostas que ele cria não são muito felizes. Psicologicamente falando. Mas não posso me estender muito nisso por causa dos malditos spoilers.



Seu primo Howard é seu exato oposto. Um loser na infância, passando até por reformatórios, quando adulto fez fortuna e agora é rico e bem sucedido. E eu adoro o Danny por não ter (muita) raiva e inveja disso. 


De qualquer forma o que eu quero dizer é o que a autora consegue deixar os personagens reais apesar de usar formulas genéricas e, por vezes, clichê. 



O cenário que a narrativa cria na sua mente é incrível  tanto a solidão gótica do castelo, quanto a dureza da prisão ( onde o narrador vive ;D). Existem mistérios a serem desvendados, incluam aqui uma dose de ação e terror e os personagens secundários (particularmente a baronesa que vive no torreão e se recusa a de lá sair) também tem seu destaque e são bem construídos. 



MAS como nem tudo é um mar de rosas, é claro de eu tenho ressalvas, ficam algumas pontas soltas no fim do livro, o destino de vários personagens ficam no ar, por isso tirei um ponto da nota. Infelizmente não posso apontar quais são minhas dúvidas, pois são puta mega spoilers. Mas posso dizer uma delas. Quando terminar, talvez você, como eu, se pergunte até onde isso é real? Talvez você comece a duvidar se algumas coisas realmente aconteceram. O que é bom (eu adoro quando o livro me deixa quebrar a cabeça), mas de certa forma bem frustrante. E quanto mais eu penso a respeito mais confusa eu fico, um verdadeiro mindfuck.


Mas, apesar dos apesares, se eu tivesse que definir esse livro em uma palavra, ela seria: INTELIGENTE. E na verdade essa é a única característica que me interessa num livro, de resto tanto faz o autor, título, capa, gênero... Virou favorito com certeza e já estou louca para reler. Quem sabe dessa vez eu entenda.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Estréia: Django Livre


Eu espero que a indicação ainda esteja valendo (o filme ainda está em cartaz na cidade de vocês?). O filme estreou no dia 18 de janeiro. (meu aniversário, o melhor presente que eu recebi, btw)


Django Livre é a história de um escravo que se chama (advinha?) Django que é, de certa forma, comprado pelo Dr. King Schultz que é um caçador de recompensas, ele precisa da ajuda de Django para reconhecer os homens que ele deve matar, em troca, cumprida a "missão", Django vira um homem Livre. Esse é o acordo inicial. E com o desenrolar da história ficamos sabendo sobre a história de Django.



Bastardos Inglórios - Versão escravidão
Não considero o cartaz acima totalmente mentira, mas de forma alguma isso é uma coisa ruim, ao menos para mim. Visto que bastardos inglórios  está em segundo lugar no posto de filmes favoritos (o primeiro é clube da luta). Mas é claro que existem mais diferenças, o "problema" é que dá para reconhecer imediatamente um filme de Tarantino por causa do estilo, então é claro que há semelhanças, mas as obras dele são únicas. Únicas.




A atuação tanto de Jamie Foxx quanto a de Christoph Waltz (esse querido) são impecáveis. Quanto a Leornardo Cadê Meu Oscar Dicaprio em seu primeiro papel de vilão estava (e devo avisar que tenho uma certa implicância com ele, então as próximas palavras estão carregadas de parcialidade) apenas passável em contraste com os outros atores. 


A trilha sonora é fantástica. As cenas de tiroteios me lembram filmes trash ( eu realmente sinto falta daqueles jatos de 6 metros de sangue). O humor é (ao meu ver) um dos maiores atrativos do filme, meio escrachado, meio negro e meio sutil (essa explicação faz algum sentido?).



Aquela cena em que a Ku Klux Klan é apresentada eu não parei de rir nem um segundo, mas eu era a unica no cinema nessa situação, o que me leva a concluir que ou eu tenho parafusos a menos ou (mais provável) o resto do cinema estava vegetando. Para ser sincera eu passei uns 80% do filme rindo. Isso não significa que seja uma comédia. Talvez uma tragédia cômica.


Por ser um filme de Quentin Tarantino acredito que a maioria das pessoas entra esperando que seja um PFF (puta filme foda) e isso quase sempre gera decepção. Mas não se preocupem queridos, Tarantino é exceção. (eu sou quase uma poeta)