quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Balanço de Leituras de 2014
LIVROS LIDOS EM 2014:
- Memórias De Um Sargento De Milícias - Manuel Antônio de Almeida
- Emma - Jane Austen
- O Caso Dos Exploradores de Cavernas - Lon L. Fuller
- A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan
- O Trono De Fogo - Rick Riordan
- A Sombra Da Serpente - Rick Riordan
- Divergent - Veronica Roth
- A Lei - Frédéric Bastiat
- Insurgent - Veronica Roth
- Allegiant - Veronica Roth
- A Canção Do Súcubo - Richelle Mead
- O Poder Do Súcubo - Richelle Mead
- O Sonho Do Súcubo - Richelle Mead
- O Calor Do Súcubo - Richelle Mead
- A Sombra Do Súcubo - Richelle Mead
- A Revelação Do Súcubo - Richelle Mead
- Feios - Scott Westerfeld
- Perfeitos - Scott Westerfeld
- Especiais - Scott Westerfeld
- Extras - Scott Westerfeld
- A Verdadeira Vida de Sebastian Knight - Vladimir Nabokov
- Cidades De Papel - John Green
- A Culpa É Das Estrelas - John Green
- A Ilusão Da Alma - Eduardo Giannetti
- 1984 - George Orwell
- Lenny Cyrus, O Supervírus - Joe Schreiber
- O Diamante Do Tamanho Do Ritz E Outros Contos - F. Scott Fitzgerald
- Interworld - Neil Gaiman, Michael Reaves
- Deixe A Neve Cair - John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
- O Cortiço - Aluísio Azevedo
- The Silkworm - Robert Galbraith
- Orlando - Virginia Woolf
- The Tales Of Beedle, The Bard - J. K. Rowling
- Totem E Tabu - Sigmund Freud
- O Oceano No Fim Do Caminho - Neil Gaiman
- O Príncipe - Nicolau Maquiavel
- The Silver Dream - Michael Reaves, Mallory Reaves
- O Mal-estar Na Civilização - Sigmund Freud
- Delírio - Lauren Oliver
- Pandemônio - Lauren Oliver
- Réquiem - Lauren Oliver
- Delirium Stories - Lauren Oliver
- A Abadia de Northanger - Jane Austen
- Harry Potter And The Philosopher's Stone - J. K. Rowling
- Harry Potter And The Chamber Of Secrets - J. K. Rowling
- O Manifesto Do Partido Comunista - Karl Marx, Friedrich Engels
- Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban - J. K. Rowling
- Harry Potter And The Goblet Of Fire - J. K. Rowling
- O Rei De Amarelo - Robert W. Chambers
- Vendo Vozes - Oliver Sacks
- Harry Potter And The Order Of The Phoenix - J. K. Rowling
- Cinco Minutos / A Viuvinha - José De Alencar
- Harry Potter And The Half-blood Prince - J. K. Rowling
CONTOS/ENSAIOS LIDOS EM 2014
- Dia De Folga - John Boyne
- Politcs And The English Language - George Orwell
- Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie
BALANÇO:
- Total de Livros: 53
- Releituras: 11
- Lidos em Inglês: 14
- Peças: 0
- Poemas: 0
- Coletânea de Contos: 6
- Ficção: 46
- Não-Ficção: 7
- Fantasia:21
- Clássicos: 13
- Distopias:11
- Contemporâneos: 3
- Psicologia: 3
- Policial: 1
- Filosofia: 1
- Adultos: 24
- YA: 14
- Infanto-Juvenil: 14
- Livros Únicos: 24
- Series Iniciadas e Finalizadas: 6
- Series Já Iniciadas Que Finalizei: 1
- Autores Novos: 22
- Autores Já Lidos Anteriormente: 10
- Autoras: 10
- Autores: 22
- Americanos: 15
- Ingleses: 5
- Brasileiros: 4
- Alemães: 2
- Irlandeses: 1
- Austríacos: 1
- Nigerianos: 1
- Italianos: 1
- Russos: 1
- Franceses: 1
CONCLUSÃO:
Fiquei sinceramente chocada com a predominância de homens (o dobro!) nas minhas leituras, como também a de americanos. Foram 32 autores no total, sendo 15 deles americanos! Quase metade! Em 2013 foram 42 autores, apenas 10 deles americanos, 11 ingleses, e o outros foram das mais variadas localidades. No quesitos tipos e gêneros eu não não tenho expectativas ou metas para o próximo ano, pois lerei aqueles que tiver vontade, Mas no geral estou satisfeita com os resultados. Para 2015 espero ter mais diversidade nas nacionalidades dos autores e aumentar o número de autoras que eu leio.
sábado, 20 de setembro de 2014
Politics and the English Language - George Orwell
Título: Politics and the English Language
Autor: George Orwell
Páginas: 24
ISBN: 9780141393063
Editora: Penguin
Esse ensaio é basicamente sobre como as pessoas estão usando
a língua inglesa incorretamente, principalmente em escrita política. Tais como:
aplicação incorreta de metáforas; uso desnecessário de palavras complicadas,
estrangeiras ou científicas; etc.
E eu concordo com a maioria das ideias apresentadas.
Principalmente quando aplicadas ao discurso político. Porém quando se trata de
literatura, na minha opinião, algumas dessas regras podem ser quebradas sem
nenhum prejuízo. Como o uso de palavras menos usuais, por exemplo.
Veja bem, o bom orador é aquele que consegue se fazer
entender por todos, correto? O problema é que o objetivo da literatura não é
apenas passar informação. Por isso eu não vejo problema se o autor preferir
tornar o texto um pouco mais complicado de ser lido para deixá-lo, em sua
opinião, mais bonito.
No geral, é uma leitura recomendada. Um ótimo ensaio.
Nota: ✰ ✰ ✰
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
A Vida em Tons de Cinza - Ruta Sepetys
Título: A Vida em Tons de Cinza (Between Shades of Gray)
Autor: Ruta Sepetys
Tradutor:
Páginas: 240
ISBN: 9788580410167
Editora: Arqueiro
O livro fala sobre o que acontece com Lina Vilkas e sua
família após os soviéticos tomarem controle da Lituânia. Sua família, e
incontáveis outras, foram deportadas para Sibéria, onde viviam em campos de
trabalho. Nesses lugares eles são transformados em escravos, trabalham por
longos períodos de tempo em condições quase desumanas e em troca ganham comida
que mal é suficiente para garantir a sobrevivência. E além da luta para
sobreviver eles ainda lutam para manter a esperança.
A Lina é uma personagem bastante forte, antes desse
acontecimentos ela era apenas uma adolescente de 15 anos de uma família rica
com um futuro brilhante pela frente no ramo artístico. Ela perde tudo. Mas ela
continua lutando e acreditando em seus sonhos. Ela é uma artista e mesmo nessa
situação ela não deixa a arte de lado, muito pelo contrário, ela usa a arte
como uma espécie de muleta para ajudar ela a passar por tudo isso. Apesar de
que ela está longe de ser a protagonista perfeita, sim, ela consegue ser bem
irritante as vezes, por ser tão jovem e até aquele momento ter tido uma vida
quase perfeita ela tem uma visão de mundo bem estreita. Gerando momentos de:
Por que, Lina, por que?
O título do livro, a vida em tons de cinza, ficou bem
parecido com o original: entre tons de cinza. O que é uma coisa que eu muito
valorizo em livro, as vezes a história fica muito preto no branco, entende? (o
mundo não é dividido em pessoas boas e comensais da morte, Harry) hahahaha.
Desculpa. O ponto é, precisamos lembrar que as pessoas são tons de cinza (sem
piadinhas com aquele pedaço de merda que as pessoas insistem que é um livro,
por favor) e esse livro traz alguns exemplos disso.
O livro é narrado de uma forma bem interessante. As partes
destinadas a esses horrores que a Lina está passando são intercaladas com
flashbacks. Sempre tem alguma coisa no presente que faz alguma correlação com o
passado feliz. Essa constante antítese deixa bem claro ao leitor tudo que a
nossa protagonista perdeu.
Apesar dos personagens serem fictícios eles representam
coisas que REALMENTE aconteceram. Além de familiares lituânios a autora também
entrevistou vários sobreviventes desses campos de trabalho e inseriu
experiências deles nos livros. Como um personagem especifico bem importante no
final do livro que realmente existiu, deus abençoe essa alma boa. E vários
outros tristes detalhes, várias coisas que a Lina passou foram coisas que
REALMENTE ACONTECERAM com essas pessoas que a autora entrevistou. Tem uma coisa
que a autora falou que eu achei incrível que foi: eu escrevi o livro, mas a
história escreveu a estória.
Eu estava assistindo uma entrevista dela em que ela conta
que originalmente nenhum personagem tinha nome, apenas a protagonista porque
uma coisa que ela notou enquanto conversava com esses sobreviventes foi que
eles geralmente não lembravam os nomes dos outros, mas sempre lembravam uma
característica que os distinguia, como o homem que sempre repetia o que dizia,
por exemplo. Os nomes foram adicionados porque o editor achou que sem eles o
livro ficaria confuso.
O lado político não é muito explorado porque como o livro é
narrado em 1ª pessoa pela Lina e ela não tem muito conhecimento sobre a guerra
isso quase não é citado. Mas se isso é ruim ou bom para o livro depende do
leitor.
Uma coisa que me irritou foi o final. O livro acaba no meio
do nada. E existe um prologo que explica mais ou menos o que aconteceu com os
personagens. Eu gostaria que ao invés da carta no final, que a narrativa
simplesmente pulasse o tempo que precisava e a Lina continuasse narrando o que
aconteceu depois.
Eu adorei a mensagem geral que o livro passa. Já que essa é
um lado da história da 2ª guerra mundial que não é muito conhecido, portanto já
vale a leitura por isso. Basicamente, o livro não é perfeito, mas se você se
interessa pelo tema eu sugiro a leitura. E apesar da densidade do tema o livro
flui muito bem.
Ah, e sim eu também chorei nesse. 2 vezes. Qual meu
problema, senhor?
Nota: ✰ ✰ ✰
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Emma - Jane Austen
Título: Emma (Emma)
Autora: Jane Austen
Tradutor: Doris Goettems
Páginas: 400
ISBN: 9788580700213
Editora: Landmark
"Emma Woodhouse, bonita, inteligente e rica, com uma casa confortável e disposição alegre, parecia reunir algumas das maiores bençãos da existência; e vivera quase vinte e um anos no mundo com muito pouco a lhe causar angústia ou irritação."
Esse é o início do livro que já põe um tom diferente dos
outros 2 livros da Jane Austen que eu já li. Pois, ao contrario de Anne Elliot
e Elizabeth Bennet, Emma vem de uma família abastada e REALMENTE não precisa se
preocupar em casar pois é a única herdeira de seu pai.
Justamente por essa mudança Emma automaticamente é uma
personagem mais fácil de se identificar. Já que atualmente nós (mulheres) não
temos mais essa necessidade de casar por pura sobrevivência.
Vamos falar sobre Emma. Ela tem o típico comportamento
"adolescente sabe tudo". Mas não se preocupe porque isso não é um
defeito no livro, pois ele também trata sobre amadurecimento de personagem. No
começo ela pode até irritar. Por ser tão confiante nas próprias habilidades e
surda aos concelhos dos outros não nota que está errando. Mas em algum ponto
Emma percebe que está magoando pessoas e se intrometendo onde não devia. Ela
entende que precisa mudar de atitude. Amadurecer. Inclusive quem a ajuda a
perceber essas coisas é o Mr. Knigtley, mas chegaremos nele em breve.
Vamos falar de Harriet. Ela é uma nova amiga que está sendo
"treinada" por Emma para melhor se portar, já que ela não tem a mesma
posição social que Emma e precisa conseguir um bom casamento.
Harriet representa outra característica típica de
adolescentes: a insegurança.
Ela endeusa Emma o tempo todo e vai alimentando essa
superconfiança. Ela permite que Emma influencie DEMAIS na vida dela gerando
consequências nada agradáveis.
E eu estou percebendo que esse é um tema recorrente nos
livros da Jane Austen. Em Orgulho e Preconceito o Mr. Bingley se deixa
influenciar por Mr. Darcy e em Persuasâo Anne Elliot que é influenciada por
Lady Russel. E em nenhuma das vezes deu certo. Aí está Jane Austen dizendo pra
você ter mais confiança em si mesmo e tomar suas próprias decisões e também,
talvez, não se intrometa na vida dos outros.
MAS VAMOS FALAR DE COISA BOA! O romance do livro é muito
bonito. Mr. Knigtley é um excelente amigo para Emma e eles representam uma
perfeita relação saudável. Eles conseguem viver um sem o outro, mas juntos eles
se completam. Eles não são cegos aos defeitos do outro e tentam ajudar nisso o
quanto possível. Eu considero o Mr. Knightley uma versão melhorada do Mr.
Darcy. Ele tem todas as qualidades dele, mas sem o preconceito idiota. Mr.
Knightley é um exemplo de polidez e trata a todos com o devido respeito.
Sobre a narrativa eu vi uma resenha negativa que diz que o
livro é cheio de diálogo inútil. Bem, o que essa pessoa ver como dialogo inútil
eu vejo como construção de personagem. Veja bem, o livro tem aquela típica
vizinha tagarela, nesse caso, a autora poderia muito bem ter simplesmente
escrito que eles tinham essa amiga que não para de falar um minuto e não
mostrar isso na prática. O que a Jane Austen fez foi mostrar isso pra você,
então toda vez que essa mulher aparece, ela fala sem parar por uma página inteira
num fluxo de pensamento que eu considerei hilário.
Outro exemplo disso é o pai da Emma. A autora mostra de
verdade todas as suas neuroses e metodismo característico.
Basicamente, eu achei que o livro tem uma boa construção de
personagens e a forma como a Jane Austen explorou o comportamento deles me
encantou.
O único defeito do livro, ao meu ver, foi o final que foi um
pouco mais corrido do que eu gostaria. E é uma frustração recorrente nos livros
da Jane Austen.
No geral, recomendo fortemente esse livro para fãs do
gênero.
Nota: ✰ ✰ ✰ ✰
Resenha em vídeo:
domingo, 14 de setembro de 2014
Extras - Scott Westerfeld (Feios #4)
Título: Extras (Extras)
Autor: Scott Westerfeld
Tradutor: André Gordirro
Páginas: 416
ISBN: 9788501083685
Editora: Galera
Eu aprecio o que o Scott Westerfeld tentou fazer. Toda distopia acaba com o governo sendo derrubado e no máximo os leitores tem um posfácio e uma esperança que dessa vez vai dá tudo certo. Também geralmente ficamos restritos a um local específico. Esse livro passa no fim de uma série distópica, mostra o que aconteceu depois E passa em um local completamente diferente da série original. A ideia foi boa. A execução nem tanto.
Nessa cidade o governo aplicou o sistema de Popularidade (e eu continuo sem entender como isso mantém uma economia funcionando). E o autor sempre me surpreende na minha relação com os personagens. Ele conseguiu me fazer sentir falta da Tally (até ela aparecer de fato. Queridos, ela voltou pior). Eu odiei a nova personagem. Com a Aya eu me senti de volta em perfeitos. Personagens e enredos infantilizados e fúteis. Ele usou um triangulo amoroso na trilogia original e agora para forçar de vez a barra usa instalove??????
Bem, agora sabemos que construção de personagens DEFINITIVAMENTE não é o forte do Scott Westerfeld, e a história? Bem, dessa vez não é previsível, tem bastante ação e eu adorei a nova crítica à sociedade.
Por outro lado esse livro poderia ser infinitamente mais curto se ele pulasse toda aquela enrolação na primeira metade do livro. E a escrita deu uma caída de nível.
Nota: ✰ ✰
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