sábado, 31 de outubro de 2015

Replay #11 - O Retorno

Vamos, direto ao ponto e começar com A música da semana de todo mundo.

"Hello from the other side! I've must've called a thousand times!!!" Perdão para as pobres pessoas do meu lado no trânsito que tiveram que me ouvir gritar isso. 

Em contraposição, vamos para uma música bem antiga que eu viciei de novo:


Por fim, vamos largar de ser hater coleguinhas? 


Sim. Anitta. 



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Balanço de Leituras de 2014

LIVROS LIDOS EM 2014:
  1. Memórias De Um Sargento De Milícias - Manuel Antônio de Almeida
  2. Emma - Jane Austen
  3. O Caso Dos Exploradores de Cavernas - Lon L. Fuller
  4. A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan
  5. O Trono De Fogo - Rick Riordan
  6. A Sombra Da Serpente - Rick Riordan
  7. Divergent - Veronica Roth
  8. A Lei - Frédéric Bastiat
  9. Insurgent - Veronica Roth
  10. Allegiant - Veronica Roth
  11. A Canção Do Súcubo - Richelle Mead
  12. O Poder Do Súcubo - Richelle Mead
  13. O Sonho Do Súcubo - Richelle Mead
  14. O Calor Do Súcubo - Richelle Mead
  15. A Sombra Do Súcubo - Richelle Mead
  16. A Revelação Do Súcubo - Richelle Mead
  17. Feios - Scott Westerfeld
  18. Perfeitos - Scott Westerfeld
  19. Especiais - Scott Westerfeld
  20. Extras - Scott Westerfeld
  21. A Verdadeira Vida de Sebastian Knight - Vladimir Nabokov
  22. Cidades De Papel - John Green
  23. A Culpa É Das Estrelas - John Green
  24. A Ilusão Da Alma - Eduardo Giannetti
  25. 1984 - George Orwell
  26. Lenny Cyrus, O Supervírus - Joe Schreiber
  27. O Diamante Do Tamanho Do Ritz E Outros Contos - F. Scott Fitzgerald
  28. Interworld - Neil Gaiman, Michael Reaves
  29. Deixe A Neve Cair - John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
  30. O Cortiço - Aluísio Azevedo
  31. The Silkworm - Robert Galbraith
  32. Orlando - Virginia Woolf
  33. The Tales Of Beedle, The Bard - J. K. Rowling
  34. Totem E Tabu - Sigmund Freud
  35. O Oceano No Fim Do Caminho - Neil Gaiman
  36. O Príncipe - Nicolau Maquiavel
  37. The Silver Dream - Michael Reaves, Mallory Reaves
  38. O Mal-estar Na Civilização - Sigmund Freud
  39. Delírio - Lauren Oliver
  40. Pandemônio - Lauren Oliver
  41. Réquiem - Lauren Oliver
  42. Delirium Stories - Lauren Oliver
  43. A Abadia de Northanger - Jane Austen
  44. Harry Potter And The Philosopher's Stone - J. K. Rowling
  45. Harry Potter And The Chamber Of Secrets - J. K. Rowling
  46. O Manifesto Do Partido Comunista - Karl Marx, Friedrich Engels
  47. Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban - J. K. Rowling
  48. Harry Potter And The Goblet Of Fire - J. K. Rowling
  49. O Rei De Amarelo - Robert W. Chambers
  50. Vendo Vozes - Oliver Sacks
  51. Harry Potter And The Order Of The Phoenix - J. K. Rowling
  52. Cinco Minutos / A Viuvinha - José De Alencar
  53. Harry Potter And The Half-blood Prince - J. K. Rowling


CONTOS/ENSAIOS LIDOS EM 2014
  1. Dia De Folga - John Boyne
  2. Politcs And The English Language - George Orwell
  3. Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

BALANÇO:
  • Total de Livros: 53
  • Releituras: 11
  • Lidos em Inglês: 14
  • Peças: 0
  • Poemas: 0
  • Coletânea de Contos: 6
  • Ficção: 46
  • Não-Ficção: 7
  • Fantasia:21
  • Clássicos: 13
  • Distopias:11
  • Contemporâneos: 3
  • Psicologia: 3
  • Policial: 1
  • Filosofia: 1
  • Adultos: 24
  • YA: 14
  • Infanto-Juvenil: 14
  • Livros Únicos: 24
  • Series Iniciadas e Finalizadas: 6
  • Series Já Iniciadas Que Finalizei: 1
  • Autores Novos: 22
  • Autores Já Lidos Anteriormente: 10
  • Autoras: 10
  • Autores: 22
  • Americanos: 15
  • Ingleses: 5
  • Brasileiros: 4
  • Alemães: 2
  • Irlandeses: 1
  • Austríacos: 1
  • Nigerianos: 1
  • Italianos: 1
  • Russos: 1
  • Franceses: 1

CONCLUSÃO:

Fiquei sinceramente chocada com a predominância de homens (o dobro!) nas minhas leituras, como também a de americanos. Foram 32 autores no total, sendo 15 deles americanos! Quase metade! Em 2013 foram 42 autores, apenas 10 deles americanos, 11 ingleses, e o outros foram das mais variadas localidades. No quesitos tipos e gêneros eu não não tenho expectativas ou metas para o próximo ano, pois lerei aqueles que tiver vontade, Mas no geral estou satisfeita com os resultados. Para 2015 espero ter mais diversidade nas nacionalidades dos autores e aumentar o número de autoras que eu leio. 

sábado, 20 de setembro de 2014

Politics and the English Language - George Orwell


Título: Politics and the English Language

Autor: George Orwell

Páginas: 24

ISBN: 9780141393063

Editora: Penguin






Esse ensaio é basicamente sobre como as pessoas estão usando a língua inglesa incorretamente, principalmente em escrita política. Tais como: aplicação incorreta de metáforas; uso desnecessário de palavras complicadas, estrangeiras ou científicas; etc.

E eu concordo com a maioria das ideias apresentadas. Principalmente quando aplicadas ao discurso político. Porém quando se trata de literatura, na minha opinião, algumas dessas regras podem ser quebradas sem nenhum prejuízo. Como o uso de palavras menos usuais, por exemplo.

Veja bem, o bom orador é aquele que consegue se fazer entender por todos, correto? O problema é que o objetivo da literatura não é apenas passar informação. Por isso eu não vejo problema se o autor preferir tornar o texto um pouco mais complicado de ser lido para deixá-lo, em sua opinião, mais bonito.


No geral, é uma leitura recomendada. Um ótimo ensaio.

Nota: ✰ ✰ ✰ 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Vida em Tons de Cinza - Ruta Sepetys


Título: A Vida em Tons de Cinza (Between Shades of Gray)

Autor: Ruta Sepetys

Tradutor:

Páginas: 240

ISBN: 9788580410167

Editora: Arqueiro




O livro fala sobre o que acontece com Lina Vilkas e sua família após os soviéticos tomarem controle da Lituânia. Sua família, e incontáveis outras, foram deportadas para Sibéria, onde viviam em campos de trabalho. Nesses lugares eles são transformados em escravos, trabalham por longos períodos de tempo em condições quase desumanas e em troca ganham comida que mal é suficiente para garantir a sobrevivência. E além da luta para sobreviver eles ainda lutam para manter a esperança.

A Lina é uma personagem bastante forte, antes desse acontecimentos ela era apenas uma adolescente de 15 anos de uma família rica com um futuro brilhante pela frente no ramo artístico. Ela perde tudo. Mas ela continua lutando e acreditando em seus sonhos. Ela é uma artista e mesmo nessa situação ela não deixa a arte de lado, muito pelo contrário, ela usa a arte como uma espécie de muleta para ajudar ela a passar por tudo isso. Apesar de que ela está longe de ser a protagonista perfeita, sim, ela consegue ser bem irritante as vezes, por ser tão jovem e até aquele momento ter tido uma vida quase perfeita ela tem uma visão de mundo bem estreita. Gerando momentos de: Por que, Lina, por que?

O título do livro, a vida em tons de cinza, ficou bem parecido com o original: entre tons de cinza. O que é uma coisa que eu muito valorizo em livro, as vezes a história fica muito preto no branco, entende? (o mundo não é dividido em pessoas boas e comensais da morte, Harry) hahahaha. Desculpa. O ponto é, precisamos lembrar que as pessoas são tons de cinza (sem piadinhas com aquele pedaço de merda que as pessoas insistem que é um livro, por favor) e esse livro traz alguns exemplos disso.

O livro é narrado de uma forma bem interessante. As partes destinadas a esses horrores que a Lina está passando são intercaladas com flashbacks. Sempre tem alguma coisa no presente que faz alguma correlação com o passado feliz. Essa constante antítese deixa bem claro ao leitor tudo que a nossa protagonista perdeu.
Apesar dos personagens serem fictícios eles representam coisas que REALMENTE aconteceram. Além de familiares lituânios a autora também entrevistou vários sobreviventes desses campos de trabalho e inseriu experiências deles nos livros. Como um personagem especifico bem importante no final do livro que realmente existiu, deus abençoe essa alma boa. E vários outros tristes detalhes, várias coisas que a Lina passou foram coisas que REALMENTE ACONTECERAM com essas pessoas que a autora entrevistou. Tem uma coisa que a autora falou que eu achei incrível que foi: eu escrevi o livro, mas a história escreveu a estória.
Eu estava assistindo uma entrevista dela em que ela conta que originalmente nenhum personagem tinha nome, apenas a protagonista porque uma coisa que ela notou enquanto conversava com esses sobreviventes foi que eles geralmente não lembravam os nomes dos outros, mas sempre lembravam uma característica que os distinguia, como o homem que sempre repetia o que dizia, por exemplo. Os nomes foram adicionados porque o editor achou que sem eles o livro ficaria confuso.

O lado político não é muito explorado porque como o livro é narrado em 1ª pessoa pela Lina e ela não tem muito conhecimento sobre a guerra isso quase não é citado. Mas se isso é ruim ou bom para o livro depende do leitor.

Uma coisa que me irritou foi o final. O livro acaba no meio do nada. E existe um prologo que explica mais ou menos o que aconteceu com os personagens. Eu gostaria que ao invés da carta no final, que a narrativa simplesmente pulasse o tempo que precisava e a Lina continuasse narrando o que aconteceu depois.

Eu adorei a mensagem geral que o livro passa. Já que essa é um lado da história da 2ª guerra mundial que não é muito conhecido, portanto já vale a leitura por isso. Basicamente, o livro não é perfeito, mas se você se interessa pelo tema eu sugiro a leitura. E apesar da densidade do tema o livro flui muito bem.

Ah, e sim eu também chorei nesse. 2 vezes. Qual meu problema, senhor? 

Nota: ✰ ✰ ✰ 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Emma - Jane Austen


Título: Emma (Emma)

Autora: Jane Austen

Tradutor: Doris Goettems

Páginas: 400

ISBN: 9788580700213

Editora: Landmark





"Emma Woodhouse, bonita, inteligente e rica, com uma casa confortável e disposição alegre, parecia reunir algumas das maiores bençãos da existência; e vivera quase vinte e um anos no mundo com muito pouco a lhe causar angústia ou irritação."

Esse é o início do livro que já põe um tom diferente dos outros 2 livros da Jane Austen que eu já li. Pois, ao contrario de Anne Elliot e Elizabeth Bennet, Emma vem de uma família abastada e REALMENTE não precisa se preocupar em casar pois é a única herdeira de seu pai.
Justamente por essa mudança Emma automaticamente é uma personagem mais fácil de se identificar. Já que atualmente nós (mulheres) não temos mais essa necessidade de casar por pura sobrevivência.

Vamos falar sobre Emma. Ela tem o típico comportamento "adolescente sabe tudo". Mas não se preocupe porque isso não é um defeito no livro, pois ele também trata sobre amadurecimento de personagem. No começo ela pode até irritar. Por ser tão confiante nas próprias habilidades e surda aos concelhos dos outros não nota que está errando. Mas em algum ponto Emma percebe que está magoando pessoas e se intrometendo onde não devia. Ela entende que precisa mudar de atitude. Amadurecer. Inclusive quem a ajuda a perceber essas coisas é o Mr. Knigtley, mas chegaremos nele em breve.

Vamos falar de Harriet. Ela é uma nova amiga que está sendo "treinada" por Emma para melhor se portar, já que ela não tem a mesma posição social que Emma e precisa conseguir um bom casamento.
Harriet representa outra característica típica de adolescentes: a insegurança.
Ela endeusa Emma o tempo todo e vai alimentando essa superconfiança. Ela permite que Emma influencie DEMAIS na vida dela gerando consequências nada agradáveis.
E eu estou percebendo que esse é um tema recorrente nos livros da Jane Austen. Em Orgulho e Preconceito o Mr. Bingley se deixa influenciar por Mr. Darcy e em Persuasâo Anne Elliot que é influenciada por Lady Russel. E em nenhuma das vezes deu certo. Aí está Jane Austen dizendo pra você ter mais confiança em si mesmo e tomar suas próprias decisões e também, talvez, não se intrometa na vida dos outros.

MAS VAMOS FALAR DE COISA BOA! O romance do livro é muito bonito. Mr. Knigtley é um excelente amigo para Emma e eles representam uma perfeita relação saudável. Eles conseguem viver um sem o outro, mas juntos eles se completam. Eles não são cegos aos defeitos do outro e tentam ajudar nisso o quanto possível. Eu considero o Mr. Knightley uma versão melhorada do Mr. Darcy. Ele tem todas as qualidades dele, mas sem o preconceito idiota. Mr. Knightley é um exemplo de polidez e trata a todos com o devido respeito.

Sobre a narrativa eu vi uma resenha negativa que diz que o livro é cheio de diálogo inútil. Bem, o que essa pessoa ver como dialogo inútil eu vejo como construção de personagem. Veja bem, o livro tem aquela típica vizinha tagarela, nesse caso, a autora poderia muito bem ter simplesmente escrito que eles tinham essa amiga que não para de falar um minuto e não mostrar isso na prática. O que a Jane Austen fez foi mostrar isso pra você, então toda vez que essa mulher aparece, ela fala sem parar por uma página inteira num fluxo de pensamento que eu considerei hilário.
Outro exemplo disso é o pai da Emma. A autora mostra de verdade todas as suas neuroses e metodismo característico.
Basicamente, eu achei que o livro tem uma boa construção de personagens e a forma como a Jane Austen explorou o comportamento deles me encantou.

O único defeito do livro, ao meu ver, foi o final que foi um pouco mais corrido do que eu gostaria. E é uma frustração recorrente nos livros da Jane Austen.

No geral, recomendo fortemente esse livro para fãs do gênero.

Nota: ✰ ✰ ✰ ✰ 

Resenha em vídeo: